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17/07/2018
Líder aqui, Honda HR-V é o 13º SUV mais vendido no mundo
Honda comemora o primeiro local nas vendas mundiais com o CR-V, seguido pelo Toyota RAV4 Enquanto o Honda HR-V disputa a liderança do segmento com o Jeep Renegade aqui no Brasil, os dois modelos não aparecem nem no top 10 dos SUVs mais vendidos no mundo. O HR-V ocupa o 13º lugar, enquanto o Renegade é o 20º colocado. Mas isso não significa que a Honda não tenha motivos para sorrir. O líder global é o CR-V, seguido por outro modelo de origem japonesa, o Toyota RAV4.  Na sequência aparecem outros SUVs vendidos no Brasil, que são o Volkswagen Tiguan - a nova geração deve chegar ainda este ano por aqui - e o Hyundai Tucson - vendido no país como New Tucson para diferenciá-lo das antigas gerações chamadas de Tucson e ix35. O quinto lugar cabe ao Nissan Qashqai, que segundo a fabricante tem chances de ser vendido no mercado brasileiro. O presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva, disse recentemente ao iCarros que a marca estuda trazer novos SUVs como X-Trail, Qashqai e Murano, além do maior Pathfinder. Os dados são da consultoria Focus2Move e consideram os meses de janeiro a maio de 2017. Veja os 20 SUVs mais vendidos no mundo em 2017: 1. Honda CR-V - 334.269 unidades 2. Toyota RAV4 - 308.354 unidades 3. Volkswagen Tiguan - 277.706 unidades 4. Hyundai Tucson - 223.321 unidades 5. Nissan Qashqai - 210.502 unidades 6. Haval H6 - 191.672 unidades 7. Nissan Rogue - 180. 494 unidades 8. Kia Sportage - 174.012 unidades 9. Mazda CX-5 - 160. 246 unidades 10. Nissan X-Trail - 158.799 unidades 11. Ford Escape - 157.416 unidades 12. GAC Trumphi GS4 - 149.388 unidades 13. Honda HR-V - 138.782 unidades 14. Toyota Highlander - 137.699 unidades 15. Ford Explorer - 135.302 unidades 16. Chevrolet Equinox - 131.209 unidades 17. Jeep Grand Cherokee - 127.610 unidades 18. Jeep Cherokee - 127.523 unidades 19. Buick Envision - 123.397 unidades 20. Jeep Renegade - 121.436 unidades Fonte: www.icarros.com.br  
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10/08/2017
ANDAMOS: HONDA CIVIC EXL 2.0
Se você gosta de carro e procura um oásis de prazer ao dirigir em meio a um deserto de SUVs insossos, considere o novo Civic um sério candidato à sua garagem. A décima geração do Honda Civic está completando um ano de Brasil e encerrou o mês de julho com 16.353 unidades comercializadas, no acumulado do ano, o que lhe rendeu a 20ª posição no ranking dos automóveis mais vendidos da Fenabrave.   Pode não parecer uma posição muito boa para aquele que já foi campeão de sua categoria e queridinho da classe média, contudo, deve-se considerar que o modelo ainda é o segundo sedã médio mais emplacado no país, perdendo apenas para o arquirrival Toyota Corolla. Dois fatores ajudaram a destronar o Honda Civic. O primeiro é o fogo amigo proporcionado pelo HR-V, que, embalado pela onda dos SUVs, lhe tirou alguns clientes. O segundo é encarecimento do sedã nipônico, cujos preços começam R$ 87.900 para a versão Sport com câmbio manual. Este segundo fator tem peso adicional, especialmente considerando que o Toyota Corolla parte de R$ 68.740 na versão GLi 1.8, o que o torna mais acessível e o deixa ao alcance dos grupos que se beneficiam de descontos especiais como os taxistas e portadores de deficiência.   O CIVIC NÃO É MAIS AQUELE… E ISSO É BOM Esse encarecimento do Civic se justifica quando analisamos o salto enorme que a décima geração deu em relação à sua predecessora, que, cá entre nós, nada mais era que uma reestilização do memorável New Civic. Com a atual geração, o sedã da Honda ganhou até o apelido de “Civicão”, em decorrência de seu maior porte e refinamento. O visual hi-tech, com frente alongada e imponente, linha de cintura alta, traseira estilo fastback e lanternas em formato de bumerangue, ainda chamam atenção por onde passa, mesmo já não sendo uma novidade. Parece saído de um mangá futurista, uma espécie de Ultra Seven com motor e rodas. Ainda que possa ter causado alguma apreensão na ala mais conservadora de seus clientes fiéis, é inegável que o novo Civic é um carro muito bonito. O pacote de equipamentos de série também entra na conta, incluindo itens que até pouco tempo eram vistos apenas em sedãs de categoria superior. No painel, os instrumentos são apresentados em uma tela em TFT (uma versão mais avançada das telas de LCD), o ar-condicionado tem de duas zonas de climatização, o pacote de segurança traz 6 airbags (frontais, laterais e de cortina), o freio de estacionamento é eletrônico e acionado por um botão no console. O sistema de info-entretenimento inclui áudio com 180 W de potência, Bluetooth, interface com dispositivos móveis via Apple Carplay ou Android Auto, sistema de navegação por GPS e tela sensível ao toque de 7 polegadas que reproduz as imagens capturadas pela câmera de ré (que oferece 3 enquadramentos diferentes). Na lista de tecnologias de auxílio à condução, o Civic EXL traz controle de estabilidade e de tração, assistente de partida em subidas e o assistente de dirigibilidade ágil (Vehicle Handing Assist/AHA). Este último entra em ação quando detecta o risco de perda de controle do veículo, acionando o freio nas rodas do lado interno da curva.   EM MOVIMENTO Logo ao entrar no novo Civic, duas coisas chamam atenção. Uma é a bacaníssima animação que “monta” os instrumentos virtuais no painel LCD quando se gira a chave (nem dá pra sentir saudade do antigo painel em dois níveis). A outra, e mais importante, é que você nota a posição de dirigir mais baixa, algo que, aliado à linha de cintura alta, evoca uma condução mais esportiva. Nesse aspecto, o conjunto mecânico também ajuda bastante. A direção tem respostas rápidas e o sistema de assistência elétrica é bem equilibrado, sem deixar o volante macio demais em altas velocidades. As suspensões (dianteira McPherson e traseira multilink) tem ótima calibragem, proporcionando conforto e excelente estabilidade. A pegada do carro mostra que o esforço da Honda foi no sentido de priorizar o prazer ao dirigir. E conseguiu. Há ainda outros itens dignos de menção: direção com assistência elétrica, fixação do tipo ISOFIX para assentos infantis, freio a disco nas quatro rodas, suspensão traseira multilink(dianteira McPherson), espelhos retrovisores retráteis, volante multifuncional, chave canivete faróis com luzes diurnas e rodas de liga leve de 17 polegadas. O motor 2.0 gera 155 cv de potência e 19,5 kgfm de torque quando abastecido com etanol (150 cv e 19,3 kgfm com gasolina). São números suficientes para um desempenho digno. Mesmo com o torque máximo sendo alcançado a 4.800 rpm, boa parte dele está disponível em baixas rotações, proporcionando agilidade especialmente no transito urbano, com boas acelerações e retomadas. Na estrada, o câmbio CVT dita o ritmo, permitindo atingir e manter altas velocidades com o motor girando em baixas rotações. Apesar do ótimo funcionamento da transmissão automática continuamente variável (que também permite passar manualmente pelas 7 marchas simuladas através das aletas atrás do volante) e da esforçada função Econ (que altera os parâmetros de funcionamento para reduzir o consumo), o motor não é dos mais econômicos. Em nosso teste, mesmo tentando tirar o máximo proveito dos interessantes e úteis gráficos de consumo do painel, não conseguimos média maior que 8,1 km/l de gasolina. Esse valor até que não seria ruim, não fosse o fato de que andamos mais na estrada do que na cidade. A falta de um sistema do tipo start-stop também colabora para esses números. O espaço interno é muito bom e quem viaja atrás não passa aperto. A caída do teto deixa bom espaço para a cabeça dos ocupantes mais altos, mas o retorno do túnel central sacrifica um pouco quem vai sentado no meio do banco (as gerações anteriores tinham o piso traseiro plano). A ergonomia é muito boa e os porta trecos são numerosos e com boa capacidade para acomodar objetos maiores. Há apenas uma coisa que destoa: as entradas USB ficam numa espécie de “subsolo” do console central e são de difícil acesso, embora haja uma inteligente abertura que permite passar os cabos para o andar de cima.   CONCLUSÃO O Civic EXL 2.0 é bom de dirigir, confortável, ágil e sai muito bem na foto. Em linguagem popular, poderíamos dizer que é um “carrão”. Seu preço é condizente com o praticado pela concorrência e se justifica pelo ótimo pacote de equipamentos de tecnologia, conforto e segurança oferecidos. “Ah, mas você não acha caro pagar R$ 105.900 num sedã médio”, dirá o perspicaz leitor. Sim, é caro, mas nos últimos 3 anos tivemos um repique inflacionário que encareceu os carros de um modo geral. Infelizmente, no Brasil de hoje, R$ 100 mil virou preço de sedã médio. Se você gosta de carro e procura um oásis de prazer ao dirigir em meio a um deserto de SUVs insossos, considere o novo Civic um sério candidato à sua garagem. FICHA TÉCNICA Motor: bicombustível, 4 cilindros, 16V, 1.997 cm³, Potência: 155/150 cv a 6.300 rpm (etanol/gasolina) Torque: 19,5/19,3 kgfm a 4.800/4.700 rpm (etanol/gasolina) Câmbio: automático continuamente variável (CVT), 7 marchas, tração dianteira Suspensão dianteira: McPherson Suspensão traseira: multilink Freios: discos ventilados (dianteiros) e discos sólidos (traseiros) Direção: assistência elétrica Pneus e rodas: 215/50 R17 Comprimento: 4637 mm Largura: 1800 mm Altura: 1433 mm Entre-eixos: 2700 mm Porta-malas: 519 litros Tanque de combustível: 56 litros Fonte: www.autopolis.com.br
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